Assistente de vampiro, O
O ASSISTENTE DE VAMPIRO
Cirque du freak: the vampire’s assistant
Série Circo dos horrores: a saga de Darren Shan, vol. 2
Darren Shan
Tradução de Aulyde Soares Rodrigues
176 páginas
Rocco, 2001
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Depois de uma breve introdução de Darren sobre o que aconteceu no volume anterior, o leitor vê uma tÃpica cena de filme de terror. Uma pessoa sozinha caminha por um local deserto. Ela começa a ouvir estranhos barulhos. Tenta encontrar uma explicação racional para aquilo, o medo vai se instalando na mente. Passo acelerado, alguns sustos e perda da consciência. A criatura maligna faz mais uma vÃtima.
Darren está tendo dificuldades em aceitar a sua nova condição de meio-vampiro. Mesmo sabendo que o seu desejo é impossÃvel, o garoto quer voltar a ser um menino normal. Ele se recusa a tomar o sangue de seres humanos, a única coisa que pode mantê-lo vivo. O sangue dos animais alivia um pouco a sede, mas não impede que Darren fique fraco.
O protagonista se sente solitário, pois teve que abandonar a famÃlia e os amigos. Ele não pode contar à s pessoas sobre o fato de ser meio-vampiro, porque tem medo de que elas o odeiem e o tratem como monstro. Além disso, devido à sua grande força e à sede de sangue, Darren teme machucar acidentalmente as pessoas normais.
Preocupado com seu assistente, o vampiro Sr. Crepsley resolve voltar ao Circo dos Horrores. Lá Darren não precisa esconder de ninguém a sua nova condição. O garoto faz amizade com OfÃdio, o menino-cobra, e Sam Crespo, um garoto esperto e curioso que pretende fazer parte da trupe daquele circo incomum.
É também no Circo dos Horrores que o protagonista conhece o lÃder dos misteriosos e mascarados anões que trabalham lá, o Sr. Desmond Tino, que gosta de ser chamado Des Tino. O dono do circo e Crepsley têm medo dele. Tino afirma que já conhecia Darren de algum lugar, mas o garoto não se lembra de tal encontro.
De repente fiquei sabendo por que aquele homem era tão temido. Ele era malévolo. Não apenas mau e desagradável, mas o próprio mal demonÃaco. Era um homem que eu podia imaginar matando milhares de pessoas, só para ouvir os gritos.
Darren, que também é narrador da história, faz questão de frisar ao leitor de que aqueles dias felizes e tranquilos no Circo dos Horrores estavam com os dias contados. Uma tragédia envolvendo o terrÃvel Homem-Lobo e um estranho defensor da natureza estava prestes a acontecer. As lembranças desse incidente serão dolorosas para Darren, mas o obrigarão a amadurecer e a rever a sua relação com o Sr. Crepsley. O protagonista o detesta, pois ele foi o responsável por transformá-lo em meio-vampiro. Mas não pode matá-lo ou abandoná-lo, porque precisa aprender com o vampiro como sobreviver no mundo dos sanguessugas.
O universo de Darren Shan “dessacraliza” a imagem dos vampiros. Eles estão longe de serem idealizações adolescentes de amantes ou os imortais nobres sedutores e cruéis. Não imortais, apenas vivem algumas de anos a mais do que os homens. Não têm presas, mas os dentes e unhas são fortes e resistentes. Não podem se transformar em animais. Os vampiros têm reflexo, mas não podem ser filmados ou fotografados. Alho, crucifixo e água benta são inofensivos. A luz do sol pode matá-los, assim como estacas, facadas, tiros e choque elétrico. Eles são resistentes, mas não invulneráveis.
O assistente de vampiro não é apenas uma história sobre vampiros, mas também sobre crescimento e amizade. Darren aprende que o processo de crescimento envolve perdas e sacrifÃcios. Aprende também que sempre carregamos conosco uma parte daqueles que nos são caros, pois os guardamos através de nossas lembranças.
