Na próxima quinta-feira, 13, a Fundação Biblioteca Nacional inaugura a exposição “Euclides da Cunha: uma poética do espaço brasileiro”. Composta por cerca de 130 peças do acervo da Biblioteca Nacional, a exposição será uma homenagem ao centenário de morte do escritor. O acadêmico e poeta Marco Lucchesi é o curador da mostra, que será composta por três segmentos, inspirados em trechos das obras de Euclides: “A base fÃsica da nossa nacionalidade”, “Um paraÃso perdido” e “O pequenÃssimo vilarejo onde nasci”. Até outubro a exposição ficará em cartaz no Espaço Eliseu Visconti (Rua MÂéxico, s/nº Centro, Rio de Janeiro – RJ), de segunda a sexta, 10h à s 17h; e aos sábados, das 10h à s 15h, com entrada franca.
No primeiro segmento, aborda-se a relação de Euclides da Cunha com a guerra de Canudos. Serão privilegiados os seguintes aspectos: a bibliografia existente sobre o nordeste brasileiro na época de Euclides, mostrando um pouco do que se conhecia sobre a região, suas caracterÃsticas fÃsicas e humanas; a história de Canudos mostrada através de diversas fotografias e de reportagens publicadas em jornais; e a produção do livro Os sertões, obra-prima de Euclides, mundialmente conhecida.
No segundo, serão apresentadas peças relacionadas à produção intelectual de Euclides sobre a Amazônia, região que ele conheceu em 1904, ao participar da Comissão de Reconhecimento das Nascentes do Rio Purus. Aqui aparecem as mesmas caracterÃsticas encontradas na confecção de Os sertões: a empreitada de um homem cujas preocupações perpassam o culto à lÃngua falada no Brasil, o ensaÃsmo e um vocabulário veemente a descrever tipos humanos e aspectos naturais.
Já o terceiro e último segmento da exposição oferecerá uma imagem dos aspectos biográficos de Euclides: sua relação com a famÃlia, com o trabalho técnico e a literatura. Poesia, ciência e a rotina pessoal estarão representadas por manuscritos, livros e imagens, com destaque para as cartas trocadas entre o escritor e seus filhos, os cadernos com exercÃcios e o texto “Estrelas indecifráveis”, resumo e confissão de um espÃrito irrequieto, que dedicou especial atenção à s questões de seu tempo.


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