The pregnant widow, novo romance do autor britânico Martin Amis, que será publicado em fevereiro de 2010 na Inglaterra, explorará a relação entre a aparente liberdade que as mulheres conquistaram e a pressão exercida sobre elas, com sua irmã Sally como uma das vÃtimas desta situação. Apesar de esperar as crÃticas, Amis diz de se tratar de um livro realmente feminista.
Morta em 2000 depois de perÃodos de depressão e alcoolismo, a irmã do escritor tem sua história e seus problemas relacionados no livro e tratados pelo autor como resultado da revolução sexual dos anos 1960 e 1970.
“Ela era patologicamente promÃscua. Ela realmente tinha idade mental de 12 ou 13 anos e eu acho que estava aterrorizada. Eu acredito que ela procurava a proteção de um homem, mas também, ela era frequentemente espancada, abusada ou simplesmente usada”, disse Amis ao jornal The Guardian.
“Ela morreu com 46 anos, e de nenhum mal súbito; ela era a maior vÃtima da revolução. Talvez o Taliban devesse tê-la protegido”, complementa.
O romance inclui, ainda, um pequeno tema relacionado com o islamismo que trata de como muçulmanos e cristãos pareciam estar se entendendo e o ódio explodiu após o 11 de setembro.
Martin Amis já foi acusado de ser misógino, mas afirma ser um feminista e que gostaria de ser governado por mulheres.
The pregnant widow é descrito por sua editora como uma tragicomédia e segue a vida de seis jovens que passam as férias de verão em um castelo italiano durante a revolução sexual de 1970. O tÃtulo é retirado do intelectual russo Alexander Herzen, que disse que depois de uma revolução o que nos resta “não é um herdeiro, mas uma viúva grávida”.


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