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	<title>Literatsi &#187; Quadrinhos</title>
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	<description>Livros e Literatura</description>
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		<title>Concreto: uma rocha entre rochas</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 22:17:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da aparência assustadora e dos super-poderes, Concreto é um dos personagens mais humanos dos quadrinhos modernos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft" title="Concreto: uma rocha entre rochas" src="http://www.literatsi.com/images/resenhas/quadrinhos/concreto.jpg" alt="" width="200" height="302" />CONCRETO: UMA ROCHA ENTRE ROCHAS</strong><br />
 <em>The complete Concrete</em><br />
 Paul Chadwick<br />
 Tradução de Marquito Maia<br />
 128 páginas<br />
 Devir, 2004</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>Ele tem o corpo feito de pedra, possui uma força descomunal, mede dois metros e meio de altura, pesa meia tonelada, enxerga melhor que uma águia e consegue ficar uma hora sem respirar. Apesar da aparência assustadora, Concreto é bem humano.</p>
<p>A oposição de aparência e essência é um dos pilares da história. O protagonista é colocado em situações que fazem o leitor se questionar sobre quem seriam os verdadeiros &#8220;monstros&#8221;.</p>
<p>Quando Concreto vai resgatar alguns homens que ficaram presos num desabamento de mina, o senador de Kentucky tenta se promover às custas do herói. O político afirma para a imprensa que foi o responsável pela vinda do homem de pedra. Infelizmente, Concreto não consegue resgatar todas as vítimas com vida, a grande maioria delas morreu na hora do acidente. A imprensa sensacionalista culpa injustamente o herói pelas mortes.</p>
<p>Concreto já foi uma pessoa normal. Ele se chamava Ronald (Ron) Lithgow e era redator de discursos do senador Mark Douglas. Mas um incidente com alienígenas muda a vida de Ron. Por questões de segurança nacional, o ex-redator é obrigado pela CIA a adotar o nome de Concreto e se passar por um cyborg criado pelos Estados Unidos, além de ser monitorado 24 horas por cientistas. Para fazer com que a população perca o interesse no homem de pedra, é adotada a tática de superexposição na mídia. Concreto participa de talk shows e comédias, além de promover produtos estúpidos e brinquedos ordinários.</p>
<p>Como todo bom herói, Concreto precisa de um assistente, um mentor e um par romântico. O atrapalhado e candidato a escritor Larry Munro assume o papel de assistente. Além de documentar as façanhas do homem de pedra, Munro é um ótimo amigo. O senador Mark Douglas, ex-patrão de Ron, usa sua influência política para patrocinar os feitos de Concreto, e também proteger e tirar de encrencas o homem de pedra. A doutora Maureen Vonnegut ignora a paixão que Concreto sente por ela, a bióloga apenas o vê como o mais espetacular objeto de estudo.</p>
<p>Os desenhos de Paul Chadwick são excelentes. Os enquadramentos dão emoção e dinamismo à história. A sequência de quadros negros no fim da página 46 criam suspense e tensão sobre o destino dos tripulantes de um barco no meio de uma tempestade. Na página 89 as cenas de luta e perseguição são colocadas num único quadro, o que as torna mais tensas e movimentadas.</p>
<p>Para aqueles que procuram uma história de super-heróis mais madura, <em>Concreto</em> é uma boa pedida. Apesar dos poderes, o protagonista comete erros, sente solidão e frustração e não é feliz no amor. Mas o homem de pedra não se abate e segue em busca do sonho de se tornar famoso e admirado como o aventureiro Richard Burton.</p>
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		<title>Arrowsmith: a guerra da magia</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 03:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em meio a magos, dragões e vampiros, um jovem soldado descobre os horrores da Primeira Guerra Mundial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft" title="Arrowsmith: a guerra da magia" src="http://www.literatsi.com/images/resenhas/quadrinhos/arrowsmith.jpg" alt="" width="200" height="306" />ARROWSMITH: A GUERRA DA MAGIA</strong><br />
 <em>Arrowsmith: so smart in their fine uniforms</em><br />
 Texto de Kurt Busiek<br />
 Arte de Carlos Pacheco<br />
 Tradução de Marquito Maia<br />
 160 páginas<br />
 Devir, 2005</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>A história se passa num mundo alternativo onde a magia ocupou o lugar da tecnologia. No ano de 1915, a Primeira Guerra Mundial está devastando a Europa. Os soldados não estão sozinhos nos campos de batalha e nas trincheiras, há também magos, dragões, vampiros, zumbis e outros seres fantásticos lutando na guerra.</p>
<p>Fletcher Arrowsmith lembra muito o típico protagonista dos clássicos filmes de guerra. Ele é um jovem que quer mostrar o seu valor lutando contra o exército do &#8220;mal&#8221; e trazendo de volta a paz e a ordem. Em busca de aventura e glória, Fletcher e o amigo Jonathan Kerry deixam a tranquilidade do Novo Mundo para se alistarem na Unidade Aérea Ultramarina. A ideia de aprender a voar e a usar magia empolga os dois jovens.</p>
<p>Os sonhos de heroísmo e liberdade dos jovens soldados voadores se tornam pesadelos de destruição e morte. Não existem heróis ou vilões na guerra. Ambos os exércitos são capazes de cometer crueldades. Fletcher participou da destruição de Holbrück. Ele e seus companheiros jogaram salamandras de fogo na cidade. Elas queimaram tudo, inclusive mulheres e crianças. Arrowsmith jamais iria se esquecer desse episódio, culpando-se pelas mortes.</p>
<p>O verdadeiro motivo que levou os países europeus a entrar no conflito é desconhecido, mas o estopim foi o assassinato do príncipe da Tyrolia-Hungria pelos sérvios. Correm boatos sobre um feiticeiro chamado Imperador Sangue, que se alimenta dos soldados mortos em combate e que seria o verdadeiro responsável pela guerra. Esse ser maligno estaria controlando os exércitos da Tyrolia-Hungria, Prússia e Bavária.</p>
<p>As cartas do protagonista que aparecem na história servem para aproximar o leitor da narrativa e mostrar o que Fletcher sente ou pensa sobre as batalhas e outros acontecimentos da guerra. &#8220;E seja lá o que for que esteja vindo, será responsabilidade dos homens – não dos deuses e talvez nem mesmo dos magos ou soberanos – fazer algo da confusão que tiver sobrado.&#8221;</p>
<p>As ilustrações de Carlos Pacheco são bonitas e impressionam o leitor. Além disso, a edição brasileira tem capa com verniz e orelhas. A qualidade do papel usado no miolo é boa. O único problema são as páginas não numeradas.</p>
<p>Talvez a obra não agrade a todos os fãs de fantasia, não há batalhas épicas nem confrontos entre o bem e o mal. Fletcher Arrowsmith é um jovem comum, não é invencível, sente medo e comete erros. Além disso, o discurso sutil anti-guerra que permeia a história pode aborrecer os leitores que querem esquecer por alguns minutos os problemas da realidade.</p>
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		<title>Nome do jogo, O</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 18:27:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Fernando Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[A história de três famílias judias e o casamento como jogo para obter riqueza e status]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignleft" title="O nome do jogo" src="http://www.literatsi.com/images/resenhas/quadrinhos/nome-jogo.jpg" alt="" width="200" height="291" />O NOME DO JOGO</strong><br />
 <em>The name of the game</em><br />
 Will Eisner<br />
 Tradução de Marquito Maia<br />
 172 páginas<br />
 Devir, 2003</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p>As pessoas que têm a falsa e preconceituosa ideia de que quadrinhos são coisa de criança deveriam ler as histórias do lendário quadrinista Will Eisner. Entre os trabalhos premiados do artista, estão obras voltadas para o público adulto. <em>O nome do jogo</em> pertence a esse grupo.</p>
<p>Através de três famílias de imigrantes judeus — os Arnheim, os Ober e os Kayn —, o autor cria uma história de ambição e luta por status, em que o casamento é um jogo para obter riqueza e vantagens sociais. Os ricos querem garantir o futuro da família através de casamentos e herdeiros, os menos afortunados querem riqueza e posição social. Não há espaço para divórcios e falências financeiras, deve-se manter as aparências, mesmo com a falta de dinheiro e os adultérios. A bebida e o cigarro são o consolo.</p>
<p><em>Para nós, o casamento era, antes de mais nada, um jogo. Havia casamentos ruins e havia casamentos bons. Casar com um igual era ruim. Casar com alguém de fora de nossa religião ou de outra raça era pior. No entanto, casar com uma garota rica (se você fosse um rapaz) ou casar com um homem bem-sucedido (se você fosse uma garota) era bom.</em></p>
<p><em>Acima de tudo, a família à qual a gente se unia era o mais importante. Unir-se a uma família melhor posicionada socialmente elevaria o nível da sua. Isso providenciaria &#8220;conexões&#8221; e você seria motivo de inveja entre os vizinhos, especialmente pelo fato de você se dirigir a seus parentes usando apenas o primeiro nome</em> (p. 2).</p>
<p>Nem todos estão dispostos a participar do jogo matrimonial. A idealista e corajosa Rose Arnheim se casou por amor com o pobretão Aron Kayn. Ela quer romper com o mundo de riqueza e mentiras da alta sociedade, mas o marido dela sente-se tentado a seguir as tradições dos Arnheim em troca de conforto e estabilidade financeira. O autor encerra a história de forma irônica e inesperada.</p>
<p>A perfeita união entre blocos de textos e quadros de imagens dá ritmo e profundidade à narrativa. A parte textual dá voz a um narrador que se encarrega de contar o histórico das famílias, bem como situar o leitor no ambiente sócio-econômico em que se passa a ação, através de flashbacks e informações sobre personagens secundários.</p>
<p>A arte de Will Eisner é impressionante. Com alguns traços, ele consegue expressar toda a raiva, frustração e dor que os personagens sentem.</p>
<p><em>O nome do jogo</em> é uma HQ comovente, surpreendente e irônica sobre a busca de riqueza e posição social. Está no mesmo nível de qualidade das melhores sagas familiares da literatura contemporânea.</p>
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